quarta-feira, 24 de março de 2010

Raciocínio clown nº 2

Tirar vantagem sobre alguém não é muito do meu feitio, mas o que ocorreu comigo na semana passada fugiu ao meu controle, e como a pessoa envolvida não se manifestou, achei justo permanecer em silencio.

Uma jovem ligou pra minha casa e me ofereceu uma assinatura de TV a cabo, dizendo que era uma oportunidade única. Óbvio que eu acreditei. Ela não teria motivos pra mentir, nem se quer me conhecia.

Explicou tudo com detalhes. Aceitei. Propus-me a pagar o valor mensal, e me disse que em breve alguém passaria na minha casa para fazer a instalação e assinar o contrato. Informou ainda, que existe a obrigatoriedade de manter o contrato por no mínimo 24 meses. Diante desta informação pedi um tempo para avaliar, refletir, analisar e com calma fazer os cálculos do período estipulado para ao contrato. Concordei. Dois dias após o telefonema um rapaz estava lá em casa para efetuar a instalação e recolher a assinatura.

Assinei rapidamente. Sem nenhum sorriso. Ele esboçou um sorriso e partiu. Hoje estou com TV a cabo em casa. Ainda não percebem a vantagem, certo? Não precisarei pagar os 24 meses. Na própria programação da TV exibiram um documentário dizendo que o mundo vai acabar em 2012. Realmente, TV é item fundamental em nossa vida!

Dúvidas:

  1. Como esse funcionário, responsável pela programação da TV, deixa escapar uma informação desta aos assinantes?
  2. Será que este funcionário, já foi demitido? Quem sabe o proprietário da empresa de TV por assinatura nem tenha percebido. Talvez estivesse assistindo outro canal.

terça-feira, 23 de março de 2010

Auto-ajuda nº 1


O ser-humano não é tão ruim assim!

Até mesmo um relógio parado, de 12 em 12 horas, tem razão.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Raciocínio clown nº1

Sabe aquela pessoa que adora colecionar coisas? Tive contato com uma delas. Coleciona canetas. Contou-me que ganhou uma linda, com um tubo extra para efetuar uma possível recarga. Mas com um olhar baixo e uma voz que aos poucos quase sumiu, revelou que foi roubada. Lamentei [como quem tenta ajudar de alguma forma]. "Mas logo você ganha outra". Expliquei-me com mais alguns bla, bla, blas...

O brilho volta ao olhar, o tom de voz aumenta, e conclui dizendo não se importar, “pois quem a levou de mim precisará voltar, afinal, quando acabar a tinta, terá que vir buscar o tubo da recarga que ficou comigo” [?].



segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Humpf... cancelando cartão de crédito!

Hoje me aproveito de um "post" do Carim, amigo e humorista de São Paulo.

[ao telefone]
“Pois não sr, com quem falo?”
“Oi meu nome é Carim…”
“Como Sr?”
“Carim e eu quero cancelar o meu cartão”;
“Seu Carlinhos, o Sr. tem certeza?”;
“Tenho sim, e meu nome é Carim”;
“E qual seria o motivo, seu Ary?”
“Eu não quero mais, só isso. E meu nome é Carim”
“Mas o Sr. sabe que o nosso cartão é aceito no mundo inteiro?”
“Sei sim”
“E o sr. paga só após 30 dias da utilização e tem limite de R$ 2.000,00″
“Sim, eu sei.”
“E mesmo assim o sr. quer cancelar?”
“SIM”
“Mas eu não entendo, Xuxu, digo, Carlinhos…”
“É que eu não saio muito e não tenho usado muito esse cartão…”
“Mas pq não sai, bebê?”
“Eu briguei com a minha namorada e tô meio recluso”
“Ah, mas não pode ficar curtinho fossa… um cara como vc…”
“Vc não me conhece…”
“Vc q pensa. Vc tem 33 anos, é advogado, ator, tem uma renda mensal de R$ 6.000,00, tem 1 carro, 1 apto, 2 tvs e viaja muito, não é?”
“É”
“Eu te conheço e muito. E não vou deixar vc cancelar o nosso cartão, que é aceito em mais de 73 paíse, pra ficar curtindo uma fossa. Hj às 21:00 me pega na marginal, que a gente vai usar esse cartão…”
“Mas…”
“Tenha uma boa noite sr. Carlinhos…”

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Horti-fruti em queda

Expressões que utilizam elementos horti-fruti, quer sejam para ofender ou elogiar, devem ser reavaliadas. Talvez seja interessante você aceitar, pois horti-fruti é algo razoavelmente caro.

Me explico! Caso mandem você “plantar batatas”, não se ofenda de início, avalie a situação. Quem sabe vale a pena plantá-las. Fui ao mercado semana passada e 1kg do tubérculo custava R$ 2,80. Tudo bem que o lucro maior talvez não seja do produtor, mas então, vá revender.

E se chamarem você de “seu banana”? Nesta mesma ida ao mercado, vi a banana por R$ 3,30/kg. Concluo assim, que estas formas de xingamento, não estão mais relacionadas ao baixo preço do produto, mas talvez por que a pessoa não goste do sabor do alimento, e por conseqüência, associe com o “não lhe querer bem” por algum motivo.

Agora, uma coisa que nunca entendi, é como podem chamar uma bela jovem de “chuchuzinho” [?]. Este sim, a meu ver é um fruto sem graça e sem sabor. Imagino que para ficar “boa” a bela jovem, eu precise temperá-la. Sim, por que só com muita manteiga, salsa, cebolinha, pimenta e sal para o chuchu ficar saboroso. Não é a toa que elas se ofendem quando assim as chamamos.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Na dúvida, pergunte!

É comum eu sair nas belas manhãs [nas feias também], para passear com meus dois cãezinhos, para que eles possam fazer suas necessidades fisiológicas. Até aí, como podem imaginar, tudo bem, certo?

Mais ou menos!

Se você é como eu, que gosta de observar as pessoas e os fatos que nos rodeiam, preste atenção no episódio que tentarei descrever com a máxima fidelidade.

Parado diante de um gramado próximo a minha casa, estou eu com os cães acima mencionados, já com uma sacola plástica em mãos. Pacientemente esperando que façam o seu “coco” matinal. Observo em quanto isso, o movimento ao redor, afinal, não é uma cena muito agradável ver um objeto roliço deslizar por aquele anel rosado. Na outra extremidade da quadra, lenta e de forma bucólica, caminha uma senhora bem franzina. Vem se aproximando, e não tira os olhos dos dois animais. Preconceituosamente, confesso, pensei que iria me perturbar com comentários estereotipados comuns de se ouvir pra quem tem cães e caminha com eles pelas ruas e não tem o habito de recolher os respectivos excrementos.

Muito simpática, me olha nos olhos e sorri. Olha os cães e sorri. Volta o olhar para mim e com uma voz baixa e suave exlama:

- São dois cachorrinhos, né?

Balancei a cabeça de forma positiva. Ela sorri, volta o olhar para frente e segue caminhando.

Gostaria de ver a minha “cara”. Só lembro de ter dado um sorriso como resposta, junto com o movimento da cabeça. Sem conseguir pronunciar uma palavra, dei uma gargalhada, recolhi o “coco” que a esta altura já estava largado pelos meus lindos animais, e também segui a caminhada.

Fico tentando imaginar até hoje o que mais eles poderiam parecer.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Acordo Subliminar de Comportamento

Uma das coisas que mais gosto de observar são os acordos implícitos nas relações entre casais. Por vezes a forma como agem um com o outro, pode parecer tosca ou até incoerente, mas quem observa de fora, não tem noção de quão afinados podem estar, e por isso, não é em vão, que este suposto casal está junto a tantos anos.

Semana passada um amigo/aluno me contou uma cena que presenciou. O diálogo é simples, mas no mínimo chega a ser cômico e reflete o “acordo de casais”.

[dentro de um carro, a caminho de casa]

Esposa – oh, bem que a gente podia ir lá, né?

Marido – não, deixa pra lá.

Esposa – vâmo!

Marido – para com isso.

Esposa – mas, só um pouquinho.

Marido – não precisa.

Esposa – vâmo lá.

Marido – não, e chega!

Esposa – a gente podia ir lá.

Marido – não.

Esposa – só uma visitinha.

Marido – pra quê?

Esposa – conversar um pouco.

Marido – não, já disse...

Esposa – olha lá, a luz ta até acesa.

Marido – ah, logo, logo eles apagam.

[?]

Vai entender o tipo de acordo que este casal tem. Sem mencionar a linha de raciocínio do marido.

Visitante nº